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26 de fev de 2010

O Napster do Assovio




Hoje encontrar uma música é muito fácil. Basta saber seu título ou um trecho da letra, acessar o Google e... zaz! Oiga la canción! Mas antigamente era um problema... frases como você tem essa música? Se eu te der uma fita você grava pra mim? Escreve a letra pra mim? etc. eram regra. A Basf e a Tilibra lucravam que só... e a Bic.

Mas ainda há um problema, mesmo na era da internet. Como encontrar a música sem saber nenhum tiquinho da letra (pra quem tem o inglês precário como eu), nem o título ou o artista? Não é possível fazer busca da música apenas pela melodia. Por isso, o Cantarola-fone que o Laerte inventou. Ou o Napster do Assovio, criação minha e de meu irmão.

Como esses recursos não existem, é preciso contar com o acaso. Foi assim comigo e com a canção Hunting High and Low que eu não sabia nem que era do A-Ha... Tive que esperar um belo dia em que um colega de trabalho estivesse ouvindo-a pra descobrir o nome ou copiá-la pro meu pen-drive. O rádio nunca dizia o nome da dita cuja...

Caso alguém sofra do mesmo problema que eu com essa música, linko-a abaixo:

Aha — Hunting High and Low

25 de fev de 2010

Auto Retrato



Já deve ter uns 3 anos que fiz essa montagem. Encontrei futucando umas bagunças do meu PC outro dia.

18 de fev de 2010

Calendário do Som


Ano passado encontrei na biblioteca da faculdade o livro Calendário do Som, de Hermeto Paschoal. Uma proposta muito interessante, conforme li na introdução escrita por ele mesmo:

Um belo dia Hermeto começou a ouvir vozes que diziam: "Hermeto, escreve uma música por dia!", ao que ele retrucou: "Mas eu já faço uma música por dia". "Eu falei pra ESCREVER e não pra fazer!". Foi aí que ele produziu a obra daquele livro: uma música para cada dia do ano, para comemorar o aniversário de todas as pessoas do planeta, começando pelo dia do aniversário dele mesmo.

Abri o livro no meio e — pasme! — cada partitura ocupava uma página inteira, feita com CANETINHA HIDROCOR azul, com uma caligrafia digna de Hermeto Paschoal (para imaginar a caligrafia, lembre-se que ele toca chaleira como se fosse trompete!). E mais: em cada partitura tinha em algum momento um desenho de um passarinho...

Como bom leitor de partitura que eu não sou, tentei solfejar uma música numa página qualquer e imaginar a cifra ao mesmo tempo. Trabalho em vão, longe de qualquer instrumento musical como eu estava. Mas eu adorei a proposta. Uma música por dia! Por que não? Se eu fizer isso também, com toda certeza vou amadurecer meu lado criador!

Acontece que eu não sou o Hermeto Paschoal, o que implica que eu não tenho o tempo que ele tem pra compôr. Mas quem sabe, uma música por semana? Ou por mês...

Meio é minha primeira composição nesse projeto. Se for apenas uma por mês, esta é a de fevereiro. Na verdade ela é um projeto antigo de uns 3 ou 4 anos atrás que havia sido interrompida no 4º compasso. Agora ela chega a 8 compassos! É o fim? Talvez não, já que fica no ar, num estado de tensão, justificando o título (embora o sentido de "meio" que eu pensei seja outro, mas deixa pra lá).

Bem, ficarei feliz se a cada 30 dias eu puder compor um discurso de 8 compasssos, ou pelo menos completar uma ideia antiga inacabada. Muito bom pra quem surfa sem prancha!

Abaixo está a partitura de Meio e o áudio. Não deixe de ouvir, são apenas 29 segundos de música. Mas por favor, desconsidere a execução. É do próprio software de partitura. Não sou eu tocando violão. (Talvez fosse pior...)




Por último, um vídeo do Hermeto falando do livro:

3 de fev de 2010

Retalhos


Ontem realizei um sonho de consumo infantil: li um livro de quase 600 páginas em um só dia. Como? É um romance gráfico, livro-gibi para os íntimos. Retalhos, uma obra premiada de Craig Thompson. Recomendo a todos os jovens (e velhos) que buscam viver um cristianismo autêntico.

Quero deixar apenas uma conclusão minha sem estragar o final de quem não leu:

Essa obra me faz lembrar uma ideia muito discutida: o que estraga o cristianismo é a igreja. Mas eu vejo que o problema não é a igreja em si, mas as mentes que insistem em ser medíocres dentro dela. É assim também nos clubes, Ongs, partidos políticos, empresas, em qualquer lugar. Fugir dela não resolve, talvez piore. Acredito que conviver com essas mentes dentro dela é uma oportunidade de entender melhor a Deus e se aproximar mais dele. Dá trabalho...