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24 de mar. de 2010

História das Copas do Mundo Antigo - Egito 72 d.C



"A Copa do Mundo é um presente do Egito", citou o historiador esportivo Heródoto a respeito desta copa de proporções faraônicas: 8 equipes advindas dos 4 cantos do Mediterrâneo celebraram em Alexandria a festa de abertura que deveria mostrar ao mundo a grandeza da cultura egípcia, mas que na verdade apenas reforçou a decadência de uma sociedade presa a seu passado de glórias. E pela primeira vez em copas do mundo, quatro equipes voltariam vivas para casa.



Curiosidades sobre esta copa
- As confederações nacionais como conhecemos hoje se formariam pela primeira vez para uma copa do mundo a partir do torneio de 1212 em Portugal.
- A favorita seleção de Israel abdicou da vaga na copa, desustruturada por causa da tomada de Jerusalém em 70 d.C.
- O decadente império persa, apesar de seu passado glorioso, não conseguiu passar da primeira fase, sofrendo a histórica goleada de 7 a 0 contra os cipriotas e a consequente degola.
- A vitória de Roma sobre a seleção gaulesa na final deu-se de virada, na disputa dos pênaltis, após uma conturbada prorrogação quando Sidanix, craque da Gália foi expulso após uma cabeçada do romano Materasus.
- Esta copa inaugurou a Vita Lex que estabelecia a degola apenas das equipes eliminadas na primeira fase e não mais de todas as derrotadas.
- Embora sendo uma das favoritas para essa copa, a equipe de Társis não obteve êxito. Metade da equipe titular foi vítima de um cardume de grandes peixes durante um naufrágio no Mediterrâneo enquanto iam ao Egito. Conta a lenda que a principal divindade de Társis teria lhes negado autorização a participarem da Copa.

Qual é a cor do 8?


É normal do cérebro humano criar imagens para ideias abstratas, embora muita gente ache esse assunto viajante e evite falar disso. Não estou falando de imaginar um braço quebrando correntes quando se fala de liberdade ou libertação por exemplo, mas de cores e formas, curvas e ângulos, volumes e configurações, para sentimentos, números, fonemas, momentos, e por aí vai.

Tenho um amigo que discute comigo vez ou outra qual a cor do 8. Pra mim, todo número é preto, mas as vogais têm cores distintas no meu cérebro. Tentei aproximar ao máximo as formas e as cores que visualizo para as vogais na imagem abaixo. O resultado me leva à conclusão lógica de que isso é memória do Jardim da Infância.


Na minha cabeça é perfeitamente lógico essa sequência de cores.

Tenho também um diagrama visual para o tempo, que obviamente é uma linha, como acredito que deve ser na cabeça de todo mundo. (Se alguém vê diferente disso, me diga, que eu quero saber e ver também.) De certo modo me intriga a forma como construí minha linha do tempo e por isso quero apresentar aqui. Se alguém quiser se aventurar a desenhar a sua também, eu estou disposto a conhecer pra fazer uma comparação e tentar fazer uma análise. Lá vai:



Curioso, não? Por que o 1º século na vertical? Por que os 900 anos seguintes na horizontal? Por que razão apenas a década de 1980 em todo o 2º milênio fica na horizontal? Se imagino o momento original, por que não visualizo o colapso final (ou a volta de Cristo)?

Mais interessante e mais difícil de representar é o ciclo dos meses do ano. Vamos tentar:


Talvez fosse melhor representar o ciclo numa linha fechada, mas teríamos o problema das distâncias irrregulares entre os meses. Imagine então uma mola espiral.

Bom, se tem utilidade estudar isso, eu não sei. Mas é no mínimo curioso. E satisfaz bem o interesse do público desse blog (eu).

Reconheço que deveria saber mais a respeito, já que minha formação superior é em design (elemento que falta nesse blog). Vou conversar com minha psicóloga pra ver se ela tem algunma dica científica a dar.

4 de mar. de 2010

Dando uma limpa no meu PC


O texto abaixo é uma redação que escrevi na faculdade em 2003 e que encontrei essa semana nas minhas bagunças. Apesar das coisas terem mudado de lá pra cá e eu ter amadurecido como profissional do design, gostei do que encontrei nele. Hoje me parece bem escrito e consigo enxergar nele um zigoto do meu projeto de graduação. Considero interessante pra quem queira entender um pouco a minha visão a respeito do assunto. Segue:

Como vejo o mercado de trabalho

Minha visão do mercado de trabalho não é particularmente minha, mas é fruto de um vasto repertório de visões de professores e colegas. Devido a meu superficial contato com esse mercado, o que tenho a apresentar são especulações e análises baseadas em afirmações alheias, estando presentes, no entanto, alguns poucos frutos de minha própria experiência.

Dentro do contexto capixaba e, principalmente, na região metropolitana de Vitória, é restrito o número de pessoas que entende o significado da palavra design da maneira que deseja o profissional da área. Design está mais associado a normas e padrões estéticos de produtos gerais do que a metodologias e linguagens projetuais de produção em escala. Não apenas entre o senso comum como também em grande parte do meio médio e micro empresarial, o termo design lembra mais o modelo charmoso do carro do ano ou as cores bonitinhas de uma determinada homepage na internet do que o trabalho racional de pesquisa e sistematização da produção. Na visão desse grupo, o designer é menos o profissional que se contextualiza, analisa, projeta, viabiliza e acompanha a produção do que o artista brilhante capaz de gerar situações estéticas mirabolantes.

Aliado a isso, falta ao cliente em potencial a visão da necessidade de que, para ganhar o mercado nacional (e mesmo o local), é importante planejar o conceito e a imagem de seu produto e que, para isso, não basta uma simples campanha publicitária, mas uma construção filosófica, estética e conceitual mais ampla. O desconhecimento do verdadeiro papel do designer implica automaticamente essa falta de visão.

Dentro desse contexto, o profissional do design no Espírito Santo ainda não se afirmou como tal. Embora se apóie numa minoria conhecedora de seu papel e se sustente em sua pouca demanda, o designer capixaba luta para mostrar-se útil, necessário e eficiente num meio dominado por amadores e profissionais despreparados. Cabe a ele, dentro de sua própria metodologia de trabalho, encontrar uma forma de impor sua presença e conscientizar o mercado de sua importância.

26 de fev. de 2010

O Napster do Assovio




Hoje encontrar uma música é muito fácil. Basta saber seu título ou um trecho da letra, acessar o Google e... zaz! Oiga la canción! Mas antigamente era um problema... frases como você tem essa música? Se eu te der uma fita você grava pra mim? Escreve a letra pra mim? etc. eram regra. A Basf e a Tilibra lucravam que só... e a Bic.

Mas ainda há um problema, mesmo na era da internet. Como encontrar a música sem saber nenhum tiquinho da letra (pra quem tem o inglês precário como eu), nem o título ou o artista? Não é possível fazer busca da música apenas pela melodia. Por isso, o Cantarola-fone que o Laerte inventou. Ou o Napster do Assovio, criação minha e de meu irmão.

Como esses recursos não existem, é preciso contar com o acaso. Foi assim comigo e com a canção Hunting High and Low que eu não sabia nem que era do A-Ha... Tive que esperar um belo dia em que um colega de trabalho estivesse ouvindo-a pra descobrir o nome ou copiá-la pro meu pen-drive. O rádio nunca dizia o nome da dita cuja...

Caso alguém sofra do mesmo problema que eu com essa música, linko-a abaixo:

Aha — Hunting High and Low

25 de fev. de 2010

Auto Retrato



Já deve ter uns 3 anos que fiz essa montagem. Encontrei futucando umas bagunças do meu PC outro dia.

18 de fev. de 2010

Calendário do Som


Ano passado encontrei na biblioteca da faculdade o livro Calendário do Som, de Hermeto Paschoal. Uma proposta muito interessante, conforme li na introdução escrita por ele mesmo:

Um belo dia Hermeto começou a ouvir vozes que diziam: "Hermeto, escreve uma música por dia!", ao que ele retrucou: "Mas eu já faço uma música por dia". "Eu falei pra ESCREVER e não pra fazer!". Foi aí que ele produziu a obra daquele livro: uma música para cada dia do ano, para comemorar o aniversário de todas as pessoas do planeta, começando pelo dia do aniversário dele mesmo.

Abri o livro no meio e — pasme! — cada partitura ocupava uma página inteira, feita com CANETINHA HIDROCOR azul, com uma caligrafia digna de Hermeto Paschoal (para imaginar a caligrafia, lembre-se que ele toca chaleira como se fosse trompete!). E mais: em cada partitura tinha em algum momento um desenho de um passarinho...

Como bom leitor de partitura que eu não sou, tentei solfejar uma música numa página qualquer e imaginar a cifra ao mesmo tempo. Trabalho em vão, longe de qualquer instrumento musical como eu estava. Mas eu adorei a proposta. Uma música por dia! Por que não? Se eu fizer isso também, com toda certeza vou amadurecer meu lado criador!

Acontece que eu não sou o Hermeto Paschoal, o que implica que eu não tenho o tempo que ele tem pra compôr. Mas quem sabe, uma música por semana? Ou por mês...

Meio é minha primeira composição nesse projeto. Se for apenas uma por mês, esta é a de fevereiro. Na verdade ela é um projeto antigo de uns 3 ou 4 anos atrás que havia sido interrompida no 4º compasso. Agora ela chega a 8 compassos! É o fim? Talvez não, já que fica no ar, num estado de tensão, justificando o título (embora o sentido de "meio" que eu pensei seja outro, mas deixa pra lá).

Bem, ficarei feliz se a cada 30 dias eu puder compor um discurso de 8 compasssos, ou pelo menos completar uma ideia antiga inacabada. Muito bom pra quem surfa sem prancha!

Abaixo está a partitura de Meio e o áudio. Não deixe de ouvir, são apenas 29 segundos de música. Mas por favor, desconsidere a execução. É do próprio software de partitura. Não sou eu tocando violão. (Talvez fosse pior...)




Por último, um vídeo do Hermeto falando do livro:

3 de fev. de 2010

Retalhos


Ontem realizei um sonho de consumo infantil: li um livro de quase 600 páginas em um só dia. Como? É um romance gráfico, livro-gibi para os íntimos. Retalhos, uma obra premiada de Craig Thompson. Recomendo a todos os jovens (e velhos) que buscam viver um cristianismo autêntico.

Quero deixar apenas uma conclusão minha sem estragar o final de quem não leu:

Essa obra me faz lembrar uma ideia muito discutida: o que estraga o cristianismo é a igreja. Mas eu vejo que o problema não é a igreja em si, mas as mentes que insistem em ser medíocres dentro dela. É assim também nos clubes, Ongs, partidos políticos, empresas, em qualquer lugar. Fugir dela não resolve, talvez piore. Acredito que conviver com essas mentes dentro dela é uma oportunidade de entender melhor a Deus e se aproximar mais dele. Dá trabalho...